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Descrição
Estrategicamente situada entre os atuais territórios do Douro e da Beira, ocupando a vertente sul da elevação da Senhora da Assunção, Paredes da Beira foi ao longo dos tempos beneficiada por esta localização geográfica e que eternizaram a expressão Cidade do Sol e dos Sete Castelos.
Os registos documentais do território das “paredes da beira” remontam ao século XI (1055-1065), em que beneficiando da atribuição do foral de Fernando Magno, conjuntamente com S. João da Pesqueira, Penela e Ansiães, assiste-se ao repovoamento desta região, e Paredes da Beira viu ao longo dos tempos a sua importância ser sucessivamente confirmada por D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Afonso II e D. Afonso III, sendo doada por D. Fernando e reconfirmada por D. João I aos Coutinhos, Marqueses de Marialva.
Recebe ainda Foral Novo de D. Manuel I em 1514. Riodades, também referido a partir do século XI, pertencia ao termo de Paredes da Beira.
Nas ruas do núcleo antigo é possível perceber a sua evolução, guardando um registo de casario de pequena escala com a utilização do granito no seu aparelho construtivo em que sobressaem ruas mais amplas e de traça regular, com exemplares de arquitetura civil e religiosa, onde para além da Igreja de São Bartolomeu de provável edificação medieval, o pelourinho relembra o percurso municipalista deste território.
Paredes da Beira apresenta diversas marcas do tempo, expressas numa vasta e diversificada rede de património local, representativa de um contínuo e longo processo histórico.
