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Descrição
Com uma história que demonstra a sua importância ao longo dos tempos, Trevões foi couto episcopal do Bispado de Lamego desde meados do século XII, com jurisdição renovada por vários monarcas, sendo durante vários séculos, território de disputa entre a Sé de Lamego e a Coroa.
O rei D. Dinis concedeu-lhe Carta de Feira Franca, tendo obtido Carta de Foral a 15 de Dezembro de 1512, atribuída pelo rei D. Manuel I, usufruindo ainda do direito a Misericórdia e Hospital.
Ao sabor das diferentes divisões administrativas, Trevões foi parte integrante de diversas comarcas ao longo dos tempos, como Pinhel, Trancoso, Lamego, S. João da Pesqueira ou Tabuaço.
O património construído do aglomerado de Trevões é o resultado de gostos, estilos e épocas, em que se assistiu a uma prosperidade renovada nos séculos XVII e XVIII, embora com raízes nos séculos antecedentes.
Para além desta redefinição de espaços e renovação de conteúdos, Trevões tem outras referências patrimoniais que o definem como um todo; ao longo das suas artérias, é possível observar espaços, fragmentos e elementos patrimoniais de diversas épocas, marcas de períodos, onde as diversas comunidades que aqui se estabeleceram, construíram espaços habitacionais, religiosos e de produção.
